terça-feira, 6 de dezembro de 2011

-Não, sei que não podem parar agora -Respirou fundo e tentou se afastar, porém ele não permitiu- Arthur, vai com eles -Olhou e com muita dificuldade, viu que eles estavam ficando para trás, somente alguns soldados que também eram responsáveis pela cobertura, esperavam por eles, cada um em seu canto- Não vou conseguir andar agora....... minhas...... pernas...... estão........ doendo...... estou....... cansada -Baixou novamente a cabeça e chorou baixinho- Não......quero......que......parem.....por.....mim -Levantou o rosto e olhou em seus olhos, respirou fundo e limpou as lágrimas- Olha, eu sabia que isso poderia acontecer, sei que não podem parar agora, mas não quero que se prejudiquem por mim, minhas costas estão doendo, minhas pernas estão inchadas, minha cabeça está estourando e....... 
 
-Shiiiiiiiii,não se preocupe, espere aqui -Lhe soltou e foi falar com os soldados que esperavam por eles, mandou que eles fossem andando, deu a direção que deveriam seguir, e disse que depois os encontrava, despediu-se deles e voltou para Lua. 
-Pronto pequena,venha, vamos nos sentar em algum lugar por aqui, quero que descanse -Pegou sua mão e andou em direção a uma árvore. 
 
-Mas você tem que ir com eles -Protestou- Como vai acha-los se ficar aqui comigo, tem que me deixa aqui e...... 
 
-Nunca te deixaria, além do mais, sei a direção que estão indo -Sentou-se e a puxou para seu colo-S ó quero que descanse, nada mais me importa. 
 
-Mas Arthur ......

-Nada de mas Arthur, acho que assim é melhor -Abriu as pernas, a colocou no meio delas,sentada de lado, sua mochila continuava em suas costas, servindo de apoio para a árvore, fez com que Lua esticasse as pernas e puxou delicadamente sua cabeça em direção ao peito- Agora descanse, está bem?- A rodeou com seus braços e descansou a cabeça em seus cabelos- É normal você está se sentindo tão cansada, está grávida meu amor, e quero que me diga sempre que quiser parar para descansar, ou quando seus pés estiverem doendo, ok? 
 
-Ok. 
 
Arthur começou a fazer carinhos em sua cintura com uma mão. Com a outra acariciava seu rosto, sua nuca, seus cabelos, olhou seu rosto e viu que ela estava dormindo, se encostou melhor na árvore, e olhou ao redor, sempre alerta, sabia que estavam seguros, mas nunca relaxava sua vigilância, principalmente em relação a sua pequena, que nesse momento mostrava o quanto estava frágil e cansada.

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