terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Lua estava com os olhos arregalados, sabia que estava no meio de uma guerra, porém desde que tinha chegado, não tinham sido atacados ou surpreendidos, agora estava apavorada, não sabia o que fazer, pensou em Arthur, no meio do tiroteio, seu coração diminuiu dentro do peito, rapidamente, enrolou o saco, abriu a mochila de Arthur, o colocou dentro, a fechou rapidamente, a colocou em suas costas, levantou-se com um pouco de dificuldade, pois a mochila era pesada, e correu aos tropeços em direção ao grupo que já estava pronto, cada um com suas coisas,os soldados que estavam presentes, os que antes estavam machucados, já mostravam disposição, circularam a pequena área onde se encontravam, sempre alertas, um deles começou a apagar o resto de fogo que ainda tinha, para não ficarem expostos, então a pouca luz que tinha se foi, e tudo ficou completamente escuro, Lua se encolheu com medo, agora a única coisa que se escutava eram os tiros, tudo estava na mais completa escuridão.

-Não façam barulho, vou juntar todo mundo, e leva-los ao povoado próximo daqui -Disse o soldado que estavam com eles- Quero que cada um de vocês peguem na mão de quem estiver mais próximo, sei que não conseguem enxergar nada, mas eu, assim como todos os soldados, tenho uma ótima visão noturna.

Lua sentiu uma mão pegar a sua, deu um pulo de susto, mas logo foi acalmada, era a assistente de Mary, aos poucos todos estavam de mãos dadas, na frente ia um dos soldados,servindo de guia, e atrás ia o outro, servindo de cobertura, os tiros estavam cada vez mais perto, por isso, tiveram que acelerar o passo, foi ai que alguns soldados que estavam ali, os que estavam se recuperando, resolveram se juntar aos outros, pois pelo barulho das balas, perceberam que não demorariam muito a serem alcançados, além do mais, já se sentiam melhores, quando pensaram em seguir o som das balas, viram que não era mais necessário, pois os soldados chegaram até eles.

-Vamos sair daqui, alguns homens estão retardando a avanço dos iraquianos, mas não vão conseguir segura-los por muito tempo -Informou um dos soldados que acabava de chegar- Iremos pra o povoado que tem perto daqui, é o único local que podemos ir, não se separem e......

O som dos tiros aumentou, agora, os outros soldados que estavam tentando impedir o avanço dos iraquianos, se juntou a eles, começou a correria e gritaria, o som das balas agora estava ali, o soldado que tinha organizado a fuga, e estava levando todos ao povoado, apressou o passo, ainda continuavam de mãos dadas, como todos ali tinham pressa, no meio do caminho, muito dos reféns caíram, outros soltaram as mãos, Lua estavam apavorada, já tinha caído várias vezes, estava toda arranhada, o escuro só piorava a situação, a gritaria dos soldados assustava,tinha hora que mandavam todos se abaixarem, as balas acertavam as árvores, o chão, tentou chamar Arthur , mas o barulho era muito grande, ele não escutaria,além do mais, não sabia onde ele estava, se tinha sido atingido, ao pensar nisso, lágrimas começaram a cair em seu rosto, nunca imaginou que isso iria acontecer. Os soldados viram que não daria pra fugir desse jeito, muitos estavam caindo, outros soltando as mãos, separaram pequenos grupos, os reféns foram com alguns soldados, Mary, sua assistente e Lua , com outros, o restante dos soldados atiravam contra os iraquianos que agora estavam bem perto deles,ambos, usavam as árvores como escudo, e sempre iam avançando em direção ao povoado, pois lá teria lugar para se esconder, já que a mata estava ficando para trás.

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