-Lua -Gritou Arthur em meio as balas- Droga, ei, você, em que grupo está minha mulher?-Perguntou a um de seus homens que estava ao seu lado.
-Não sei,Capitão -Respondeu e voltou a atirar.
-Inferno -Gritou novamente- Continuem atirando, vamos fazê-los recuar um pouco, só depois disso, iremos ao povoado, e você -Apontou pra outro que estava a suas costas- Leve os reféns e a enfermeira pra aquela casa que encontramos vazia, não façam barulho,esperem lá, mas antes, quero minha mulher -Fez uma pausa- Agora.
Depois de dar as ordens, voltou para os outros soldados, junto com eles, aumentaram os tiros, perceberam que alguns iraquianos recuavam, mas outros continuavam atirando,dava pra escutar o barulho de pessoas caindo, soldados gritando, por mais que tentasse se concentrar, não conseguia, só de saber que Lua estava ali, e não estava com ele, tirava toda sua razão, por isso, mandou que seus homens continuassem atirando, avançando em direção aos iraquianos, que agora eram menos, e não aguentou esperar pelo soldado que tinha mandado busca-la, assim que ouviu mais agitação, foi em direção aos grupos guiados por outros soldados,sua visão noturna era ótima, viu que no grupo mais a frente, só havia os reféns, mais atrás, estavam Mary, sua assistente e Lua , ao vê-la, sentiu um pequeno alívio, porém não durou muito, pois elas estavam no meio do fogo cruzado, nem ele e os soldados estavam tão atrás, elas estavam mais a sua direita, sem perder tempo, andou em sua direção.
-Mais que droga -Gritou quando chegou no grupo- Que inferno pensam que estão fazendo aqui,porque não foi com o grupo dos reféns, estão no meio de um tiroteio, perceberam que ficaram para trás -Gritou com os soldados responsáveis por elas- Cadê minha mulher?-Perguntou olhando pra eles- Agora!
Assim que ouviram os gritos do capitão, os soldados abriram caminho e mostraram as mulheres, elas estavam atrás deles, de mãos dadas, assustadas pelo barulho dos tiros.
-Lua -Chamou assim que lhe viu- Vem aqui pequena.
-Não consigo ver nada -Disse com a voz quebrada pelo choro e medo- Você está b.....
Não conseguiu terminar a pergunta, pois, no mesmo instante, Arthur avançou em sua direção, lhe puxando.
-Está bem -Lhe abraçou apertado- Não vou te deixar sozinha, vai ficar comigo, ok?
-Ok -Abraçou a sua cintura e escondeu sua cabeça em seu peito.
-Minha mulher vai ficar comigo, enquanto a vocês -Apontou para dois dos soldados- Quero que levem elas duas aquela casa do povoado, a que encontramos vazia, depressa, e o resto de vocês, me acompanhem, vamos retardar o máximo esses iraquianos.
-Capitão, não é melhor deixar sua mulher ir com os outros para o povoado? Ela estará mais segura lá.
Nenhum comentário:
Postar um comentário